segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Diga NÃO ao preconceito !!!


Alguns alimentos carregam consigo o estigma de pertencerem a certa classe social, chegando até a serem sinônimos das mesmas. Muitos deles, mesmo com o passar dos tempos, sofrem o preconceito de serem excluídos ou abolidos dos cardápios das classes mais altas, simplesmente, por pertencerem à classe mais baixa e ponto final.

Ah, isso eu não como de jeito nenhum! ... Como se eles tivessem menos ou mais valor por pertencerem a classe A, B ou C. Se procurarmos saber a origem de certos alimentos ou mesmo, de como surgiu determinado tipo de prato, hoje, "reconhecido socialmente" ou até freqüentador assíduo de mesas mais abastadas, veremos que muitos deles surgiram por conta da escassez de certas comidas em determinado lugar ou por uma questão de necessidade daqueles que não podiam comprar alimentos mais nobres. É o caso do bacalhau, peixe inicialmente consumido por famílias mais simples; do fondue, criado a partir da mistura de restos de queijos servido com pães dormidos em pedaços e da famosa feijoada, prato típico brasileiro, criado pelos escravos a partir de restos de partes do porco desprezadas e feijão preto.
A sardinha, indiscutivelmente, é um desses alimentos deixados de lado por grande parte de uma minuria que se diz mais "sofisticada" e que não come sardinha de jeito nenhum.
Preconceitos à parte, a verdade é que a sardinha traz inúmeros benefícios para a saúde, por conter altas doses de ômega 3, responsável pela varredura de radicais livres do organismo.
Se consumidas em latas, deve-se dar preferência àquelas conservadas em azeite, pois contém menos sódio e menos conservantes, mas ainda há outra boa opção, se a intenção é consumi-la de forma mais saudável: sardinhas congeladas (ou frescas, se você tiver o privilégio de encontrá-las). E foi essa segunda opção que cheguei a conhecer há duas semanas, enquanto dava uma volta no supermercado.
Completamente desprovida de qualquer conhecimento quanto à matéria "sardinha", resolvi comprá-las já limpas e sem cabeça e mergulhar no mundo internético à procura de receitas que tivessem como ingrediente principal o tal do peixe.
E não é que eu encontrei?!
Munida de algumas receitas, foi só escolher qual delas deveria estrear na cozinha, comprar os ingredientes e me meter a explorar esse novo ingrediente.
De preparo rápido, simples e de sabor marcante, a sardinha foi bem na minha mesa e a partir de agora visitará nosso lar de tempos em tempos.

SARDINHA RECHEADA
*16 Sardinhas (eu usei apenas 6)
* Sal grosso
* 1/2 maço de salsinha picada
* 8 dentes de alho amassados
* 4 torradas moídas
* 1/2 xícara (chá) de azeite de oliva
* sal e pimenta do reino moída a gosto
MODO DE PREPARO: Lave as sardinhas, retire as escamas e limpe-as retirando as espinhas e as víceras (se não quiser se dar o trabalho, faça como eu, compre-as limpas). Lave as sardinhas novamente, seque-as com papel toalha e coloque numa tigela. Tempere as sardinhas com sal grosso e pimenta do reino. Cubra a tigela e leve à geladeira por 15 minutos pra tomar gosto.
Ligue o forno à temperatura média. Bata no liquidificador a salsinha, o alho, a torrada, 5 col (s) de azeite de oliva e o sal, até obter uma pasta homogênea.
Obs.: Por experiência própria, retire o excesso de sal grosso por dentro e por fora do peixe, a receita original não fazia referência a essa observação e portanto, ao tentar consumir a sardinha recheada, mal conseguia dar uma garfada de tão salgada que ficou.
Recheie as sardinhas com a pasta preparada e disponha em duas fôrmas retangulares.
Regue com o restante do azeite.
Leve ao fôrno por 45 min ou até a sardinha dourar.
Retire do forno e sirva.
Boas descobertas!!!