quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Frango ao alho

A receita de hoje é em homenagem à minha amiga Rejane, que de volta das férias, trouxe na bagagem alguns temperinhos para mim, dentre eles, alho desidratado em lâminas.
Eu, muito sem saber o que fazer com o ingrediente, saí à procura na net, por uma receita que fizesse jus ao meu presente e eis que encontrei esse prato super fácil de fazer e de um sabor suave e ao mesmo tempo marcante.
Vamos aos ingredientes:
* 3 col (s) de azeite
* 2 col (s) de manteiga
* 40 dentes de alho descascados e cortados em lâminas finíssimas (a Rejane me polpou desse trabalho)
* 1kg de coxa e sobrecoxa de frango, limpas e temperadas com 1/2 col (chá) de sal grosso e 1/4 col (chá) de pimenta do reino
(aproveitei quase todas as partes do frango, inclusive miúdos, só tirando o peito. Utilizei 2 pitadas de sal marinho e uma pitada ou um pouquinho mais de pimenta do reino)
* 1x (chá) de vinho branco (usei apenas 1/2 xícara - era o que eu tinha)
*250ml de caldo de legumes (dissolvi 1/2 envelope de caldo de galinha em 1x (chá) de água - não cheguei a usá-la toda)

Aqueci o azeite em fogo baixo, junto com a manteiga e dourei o alho (que ficou suuuper crocante). Reservei.
Fritei o frango na mesma panela, acrescentei o alho frito.
Adicionei o vinho branco e deixei evaporar o álcool. Em seguida, coloquei o caldo de galinha e tampei até o frango ficar macio.
Estava pronto.
Servi com brócolis ninja cozido, arroz integral e uma salada mista de verduras e legumes cozidos no vapor.
Delicioso.

Bodas de Papel

Domingo (dia 25) foi a comemoração do aniversário de 1 ano de união (bodas de papel) de um casal de amigos queridos, do qual eu e o marido tivemos a honra de sermos padrinhos de casamento.
A festinha foi no próprio apê do casal e somente para convidados com a credencial "padrinhos".
A mesa estava repleta de salgados, petiscos e doces, sem contar que ainda nos foi servido "bobó de camarão", prato bastante comum aqui, em festas.
Mas a estrela da noite foi mesmo o bolo de casamento.
Guardado no congelador, envolvido em camadas de papel alumínio por exato 1 ano (data do casamento), foi descongelado a fim de ser degustado pelo casal e convidados na comemoração das bodas, como manda a tradição local.
O detalhe é que ninguém, exceto a mãe da noiva, quis se habilitar a dar, sequer, uma garfada no bolo de casamento.
Todos estavam com receio de estarem comendo algo do tipo...múmia gastronômica, creio eu...e com medo de que, alguma maldição intestinal viesse a lhe importunar madrugada adentro...E todos brincavam dizendo que a primeira fatia seria para aqueles que os noivos menos gostam, rsrs.


*Perguntinha pertinente que não quer calar: Alguém sabe dizer se esta tradição (de comer o bolo congelado) acontece em outras regiões do país ou em outros países?!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Óia o Siri de Corá!!!!*

Dentre as coisas esquisitas (e porque não dizer "bizarras" para os menos chegados) que nós, Nordestinos, gostamos de comer, está o siri de coral, servido inteiro, apenas aferventado em água e pronto para ser devorado a unhas e dentes, literalmente. Sendo uma das principais iguarias apreciadas no Nordeste, podemos dizer que o tal crustáceo, chega a ser o "caviar" dos menos abastados.
Inclusive, é alvo de grandes discussões e olhares atravessados quando o assunto é custoXbenefício no ato de consumir a carne do bicho, levando-se em conta ser um pouco trabalhoso e demorado, exigindo-se perícia no assunto para a extração de sua carne. Há quem, por comodismo ou praticidade, prefira o filé de siri ensopado no leite de coco ou ainda a fritada de filé de siri, feita à base de filé de siri refolgado e claras em neve (não menos saborosos, é verdade; mas não tem o "tchan" de se ir consumindo a carne aos poucos, pedacinho por pedacinho, entende?!).
Preferências à parte, a verdade é que o siri é um crustáceo que pode ser encontrado tanto no mar como na lagoa e é, indiscutivelmente, um dos dos ingredientes fundamentais da cozinha regional nordestina.
E aí?! Vai encarar?!


*É como um senhor, que passa aqui na minha rua, vende o seu peixe, ou melhor, o seu siri, diariamente. :)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Quem tem boca...

Segunda-feira é o dia oficial em que quase todos os estabelecimentos da cidade estão fechados. Que lugar escolher para se comer algo enquanto se coloca o papo com os amigos em dia?!
Lembramos (eu, marido e um casal de amigos) de um bistrô (franquia de SP) que serve quase todo tipo de lanche e tem uma variedade enorme de doces para todos os paladares; de cardápio vasto, que vai de uma simples salada a pratos principais, passando por salgados, pizzas, sanduíches, tortas, sobremesas e que ainda conta com sorveteria e café.
O ambiente é bem bolado, com bom aproveitamento do espaço disponível para a ocupação das mesas, decoração rústica à meia luz e serviço de qualidade.
No entanto, hoje, e digo hoje, por ter estado naquele lugar algumas outras vezes, em alguns aspectos deixou a desejar sobretudo no que diz respeito ao cardápio.
A pizza quadrada, carro chefe do bistrô, estava como de costume, bem apresentada e de sabor e textura dentro do padrão daquilo que eles propõem a servir.
Já com meu pedido, não tive a mesma sorte. Provavelmente, o chef, sabe lá por que cargas d'água (alguém sabe de onde vem essa expressão??!), esqueceu de grelhar os legumes, mudando completamente o sabor final do sanduíche; que além dos legumes, levava queijo branco e pão ciabata (que no meu caso, foi francês, não me pergunte porquê). Então, veio assim: pão francês em temperatura ambiente, legumes fatiados crus, cebola roxa em fatias finas e queijo branco fresco = gosto de nada. Ainda cheguei a comer metade do sanduíche e a outra metade, pedi (morrendo de medo que dessem uma cusparada no pão...rsrs) que voltasse para a cozinha para que o chef pudesse me dar a oportunidade de comer algo com gosto de alguma coisa...
Devolvido a cara metade do meu sanduíche, aí sim, fui agraciada com um saboroso sanduíche natureba com gosto de sanduíche vegetariano descente (estava uma delícia!).
Pronto, foram salvos pelo gongo (alguém sabe de onde vem essa expressão?!)
De sobremesa, dividi com o marido, um petit gateau de chocolate com café, uma boa pedida.
É, e nessa vida se aprende, que quem tem boca vai à Roma (alguém sabe de onde vem essa expressão?!) ou seja...come melhor!!! :)



Meu sanduíche na versão gosto de nada.
Prestenção na abobrinha,
quase quase saía correndo do sanduíche de tão fresca que ela estava...

Meu sanduíche na versão

chama-o-garçom-devolve-pra-cozinha-põe-na-grelha-e-voilá!!!

Outra coisa...Hummmmm

domingo, 25 de novembro de 2007

É Natal!!


Olhando para esse cajueiro, sem folhas e cheio de frutos, me veio à memória momentos da minha infância...
Onde minha mãe escolhia um galho de árvore seca e levava-o para casa no intuito de transformá-lo em uma pequena árvore de Natal. Por muitos anos ela fez assim.
Com o galho seco em casa, chamava a mim e aos meus irmãos e ficávamos todos em volta da árvore dependurando seus adornos.
Além de colocar aqueles penduricalhos (que podia ser qualquer coisa, bolas, chocolates, bonecos, estrelas,...), bom era ver aquela árvore ser transformada...Galho morto em árvore viva...
Podia ser de pipoca, de algodão, pintada com spray ou tinta à mão, podia ser branca, dourada, prateada ou da cor que a gente quisesse, mas a árvore tinha que ser feita por nós...
E era isso que fazia toda a diferença. Hoje vejo árvores sintéticas prontas, de todos os tamanhos e cores, mas nada se compara àquelas árvores...feitas de imaginação...
É só olhar para qualquer galho seco e a minha árvore de Natal está montada.
Obrigada mãe, por me fazer enxergar aquilo que os outros não vêm...

sábado, 24 de novembro de 2007

FESTIVAL SABOR DAS LAGOAS


Durante o mês de novembro aconteceu em Massagüeira (povoado que pertence ao Município de Marechal Deodoro e que sobrevive, basicamente, da pesca marítima e lagunar local) o 3* Festival Sabor das Lagoas, em que participaram os restaurantes e bares das redondezas com um prato desenvolvido, exclusivamente, pelas(os) cozinheiras(os) para o festival e tendo como principal ingrediente a comida regional.

Ainda ontem, (apesar do festival ter encerrado no último dia 18) tive a oportunidade de conhecer um Restaurante rústico (tal qual os demais) chamado "Ponto do Sabor", com a cozinha sob o comando de Rosi (como ela prefere ser chamada) que me apresentou sua mais nova criação, o prato "Camarão ao Ponto do Sabor". Uma receita simples de fazer, com ingredientes mais simples ainda e de um sabor maravilhoso. Além do prato ter feito sucesso, (o que fez a cozinheira incluir o prato no cardápio do restaurante) podemos contar com um bom atendimento e serviço do lugar.

Ah, esqueci de falar que ao comer o prato exclusivo do festival, levamos para casa de brinde um livrinho de receitas, onde constam todas as receitas que participaram do evento, inclusive com foto.

Um incentivo a mais para quem cria e para quem come. :)

CAMARÃO AO PONTO DO SABOR:

*400g de camarão descascado e limpo

* 250g de couve-flor

* 500ml de molho branco

* 2 dentes de alho picados

* 1 tomate picado

* 1/2 cebola e 1/2 pimentão picados

* sal e cheiro verde a gosto

* 50ml de azeite de oliva

* 50g de margarina

* Queijo mussarela ralado

MODO DE PREPARO:

Cozinhe a couve-flor em água e sal. Refogue no azeite ou margarina, o camarão com alho, cebola, tomate, pimentão e cheiro verde.

Em um refratário, coloque a couve-flor e acrescente, por cima, o camarão refogado com as verduras e cubra com o molho branco, finalizando com queijo mussarela ralado.

Leve ao forno por 5 minutos para gratinar.

Sirva acompanhado de arroz branco.

P.S: Gente, né por nada não...Mas, tanto eu como o marido tivemos a certeza de que a couve-flor (que já estava envolvida pelo molho branco) também estava empanada.

Detalhe que eu acho, ter sido esquecido de ser revelado nas páginas do livrinho de receitas.

Bom, couve-flor empanada ou não empanada, temos aí mais uma sugestão para se fazer o prato.

Bom Apetite!!!

Tropicana

"Da manga rosa quero o gosto e o sumo..." já dizia o pernambucano Alceu Valença em sua música "Tropicana", pois eu ainda diria mais... Quero o perfume também...
Já sentiu o perfume dessa delícia de fruta tropical?!
Final de ano é temporada de manga, "de todo tipo e qualidade", mas a "rosa" é a mais perfumada delas.
Tem cheiro do Brasil, cor do Brasil, gosto do Brasil...
Aqui em Alagoas, é bastante comum encontrar inúmeras barracas de frutas ao longo da rodovia que dá acesso às praias do Norte e Sul do Estado.
E são vendidas assim, "por prato", cada um contendo 10 unidades, separadas por tamanho. Quanto maior a fruta, maior o preço.
Ontem, foi dia de praia e paramos na estrada para comprar um pratinho desses...Não sei se vamos dar conta (afinal, são 10 unidades...) apesar de ser uma fruta grande, não é muito bom exagerar no seu consumo, caso contrário, você terá sérios problemas com o Wanderley...(WC) rsrs. É sempre bom usar o bom senso...